Como é o Comportamento do Consumidor na Crise?

A crise econômica no Brasil impactou e muito o poder de compra da população. A queda na receita das famílias brasileiras obrigou o consumidor a utilizar algumas estratégias para driblar o sufoco provocado pelo momento difícil.

Tirar o filho do inglês, cancelar a matrícula da academia e fazer exercícios ao ar livre e de graça, trocar o cinema pelo netflix e levar marmita para o trabalho são só alguns dos “jeitinhos” que o brasileiro dá na hora do aperto. Mas será que vale tudo na hora de reduzir gastos? Para descobrir a resposta para esta pergunta, realizamos em nosso aplicativo uma pesquisa para compreender os hábitos de consumo nas residências brasileiras durante a crise. Participaram da pesquisa quase 7 mil homens e mulheres de todos os estados brasileiros e classes sociais. O estudo buscou entender se a população foi impactada ou não pela crise, e, se foi impactada, se já não sente mais influência da crise ou se ainda está controlando nas suas escolhas econômicas.

83% das pessoas afirmam que ainda sentem impacto da crise

De acordo com nosso estudo, há quem sentiu a crise e superou (10%) e há quem nem sofreu com a recessão (7%). Porém, a maioria esmagadora (83%) ainda sente o impacto da crise em suas casas. Para agravar ainda mais os danos do péssimo momento, 75% dos respondentes da nossa pesquisa afirmam que os mesmos ou alguém em suas residências está desempregado ou possui alguma dívida. O ideal nestes momentos é cortar gastos onde for possível para economizar e tentar sair do período difícil, por isso, buscamos descobrir onde o brasileiro prefere deixar de gastar para conseguir reorganizar as finanças.

O entretenimento pago, como cinema, teatro, viagens e sair com amigos passa a ser supérfluo quando a situação econômica não é boa, visto que quase metade dos entrevistados (49%) optam  por reduzir ou cortar gastos com lazer durante a crise.  E para garantir a saúde do bolso, 41% afirma reduzir ou eliminar de vez as idas a restaurantes, cafeterias e lanchonetes. Esquecer a luz ou a televisão ligada e manter a geladeira aberta por muito tempo pode até ser aceitável em um momento de distração, mas quando essa desatenção pesa no bolso 38% das pessoas afirmam que tentam economizar em contas da casa como luz, gás e combustível. Porém, ainda há corajosos 2% que afirmam não reduzir nenhum gasto.

É praticamente impossível reduzir ou cortar de vez as idas ao supermercado, mas, ainda bem, existem outras soluções, como optar por marcas mais baratas. Sabemos que durante a crise existe a necessidade de procurar por produtos mais baratos, e a cesta de limpeza caseira, que é composta por produtos como detergente, sabão em pó e desinfetante por exemplo, é a que mais sofre esse tipo de movimento, visto que 42% das pessoas indicaram que é nesta categoria que mais fazem o “trade down”, ou seja, a substituição da marca preferida por uma mais barata. Mas, o jogo vira quando o assunto é alimentação. Para 60% dos respondentes da pesquisa, não há troca de marcas na cesta de alimentos, embora quando questionados sobre quais alimentos deixaram de consumir ou cortaram de vez das compras do supermercado, muitos afirmaram trocar a carne de boi pela carne de frango, pela questão do preço. Isso pode demonstrar que o consumidor se mantém fiel à marca alimentícia, porém, optando por linhas mais simples e baratas dos produtos.

A categoria bebidas também sofre algumas substituições ou cortes. Entre os produtos, 13% afirma que trocou ou substituiu os refrigerantes enquanto para 11% o que sofreu corte ou troca foram as cervejas.

O local onde o consumidor brasileiro faz as compras para suas residências durante a crise também é escolhido com cautela. Para 31% dos respondentes da pesquisa, os atacadistas são os modelos de loja preferidos durante a crise. Supermercados (lojas médias) e mercadinhos de bairro aparecem na sequência com 19% da preferência.

A CRISE PASSA E OS HÁBITOS FICAM?

Em um cenário pós-crise, o brasileiro se mostra mais preocupado em conter os gastos, visto que 63% das pessoas dizem não ter a intenção de aumentar os gastos mesmo após o fim da crise econômica. Após um período tendo que lidar com contas que não fecham, desemprego e eventuais dívidas, os hábitos de consumo tendem a ficar mais conscientes. Os 37% que pretendem aumentar os gastos têm a intenção de, principalmente, utilizar o dinheiro para o lazer. Para 44% dos respondentes que que querem aumentar os gastos pós-crise, pretendem o fazer no cinema, idas a restaurantes e saída com os amigos, por exemplo. Já 35% quer ir logo para o supermercado e abastecer a despensa com comprar para o lar.

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