Mercado Vegano no Brasil: mais opções no cardápio dos negócios

Da loja de produtos naturais às prateleiras de grandes varejistas, o mercado de proteínas alternativas cresce exponencialmente no Brasil. 

A Snapcart, em parceria com a The Good Food Institute, realizou em seu aplicativo uma pesquisa para entender melhor os hábitos de consumo dos vegetarianos, assim como de quem reduz ou quer reduzir o consumo de produtos de origem animal. O estudo também buscou compreender quais as motivações para adotarem essa postura. Foram entrevistadas mais de 9 mil pessoas de todas as regiões do país, praticantes e não praticantes da dieta livre de produtos de origem animal, o que mostrou uma redução do consumo de carne e derivados de leite e ovos por parte de diversos brasileiros. Confira os highlights da pesquisa.

MUDANÇAS NO PRATO

Alimentos de origem animal estão, aos poucos, saindo do menu do brasileiro. Uma pesquisa da Gallup nos Estados Unidos mostra que o número de pessoas que se consideram vegetarianas no país é de 5%, e 3% se consideram veganas.  Na pesquisa da Snapcart, 6% das pessoas que foram questionadas sobre serem vegetarianas/veganas responderam sim. Apesar do número baixo, 29% dos usuários que responderam à pesquisa dizem estar reduzindo o consumo de produtos de origem animal. Dos brasileiros que excluíram a carne do cardápio, 54% diz ter começado há mais de dois anos, enquanto 32% optou pela mudança tem apenas seis meses. É interessante destacar que quase metade dos veganos/vegetarianos entrevistados (47%) afirmam serem os únicos que seguem a dieta em sua residência.  Em relação à transição para o veganismo ou vegetarianismo, 36% afirmou que fez a mudança de forma rápida, em até seis meses, e 35% afirma não saber ou não lembrar em quanto tempo se deu a substituição da alimentação. Para 31% dos respondentes, a carne de vaca/boi é o primeiro alimento a ser cortado da dieta, seguido da carne de porco (23%), leite de vaca (10%) e carne de frango (6%).

Os 29% que afirmam reduzir o consumo de produtos de origem animal dizem diminuir principalmente o consumo de carne de vaca/boi, sendo a escolha de 49% dos entrevistados. Em seguida, os alimentos que mais diminuem são, respectivamente, carne de porco, derivados de leite, derivados de ovos e leite de vaca.

NOVO MERCADO NO BRASIL ESTÁ ENTRE OS MAIS PROMISSORES

Países como os Estados Unidos já possuem um mercado de proteínas alternativas estruturado, com um tamanho acima de $3 bilhões. Em nossa pesquisa, 63% das pessoas que reduzem o consumo de animais dizem sentir falta do sabor dos alimentos, onde em segundo lugar ficou a variedade dos produtos (14%). O Brasil já é considerado o 5° maior mercado no setor saudável do mundo, crescendo em 20% comparados com a média de 8% global, e, mesmo sendo um mercado tão novo, o número de pessoas que dizem ser vegetarianas/veganas, ou que estão reduzindo o consumo de produtos de origem animal, já pode ser comparado com o número de outros países onde este mercado é mais desenvolvido.

COMPRA DE ALTERNATIVAS VEGETAIS: PREÇOS, ONDE OCORREM E FACILIDADE DE ENCONTRAR

Para 71% dos entrevistados veganos/vegetarianos é fácil encontrar seus alimentos – provavelmente, indicando a substituição dos alimentos animais por legumes, verduras e frutas – e, apesar de existirem alternativas como lojas especializadas em produtos de origem vegetal, mais da metade dos respondentes (52%) da pesquisa afirmam comprar seus alimentos em supermercados. A compra de alternativas vegetais se dá também em feiras livres (39%), lojas de produtos naturais (29%) e lojas físicas especializadas (6%). É interessante destacar que apenas 2,2% das compras destes produtos acontecem em lojas virtuais.

Quando questionadas sobre o preço das alternativas vegetais comparadas com derivados de animais, dando um maior entendimento a produtos industrializados, 34% das pessoas que cortaram alimentos de origem animal de seu cardápio acham as alternativas vegetais muito mais caras, seguido de 24% que consideram estes produtos um pouco mais caros. Motivos como ser um mercado novo, não ter produção em escala, não existir ainda uma certa concorrência e oferta de proteínas alternativas, podem justificar a opinião sobre o preço das alternativas.

PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE E COM OS ANIMAIS SÃO AS PRINCIPAIS MOTIVAÇÕES PARA ADERIR AO VEGANISMO/VEGETARIANISMO

Os motivos que levam uma pessoa a mudar sua dieta podem ser diversos. Para os veganos/vegetarianos, é comum associarmos que a maior preocupação dos adeptos seria com os animais, por conta de fazendas e matadouros. Porém, no Brasil, a adesão à restrição de alimentos de origem animal no prato se dá, principalmente, pela preocupação com a saúde, sendo a resposta de 43% dos respondentes, sendo que 21% optou por esse cardápio devido à preocupação com os animais. Apenas 5% alegam questões religiosas, 3% questões sociais e 2% justificam sua escolha por preocupação com o meio ambiente.  

A preocupação com os animais é um pouco maior para os veganos/vegetarianos, mas o panorama também é parecido para aqueles que estão reduzindo o consumo de alimentos de origem animal, sendo que 59% o faz por preocupação com a saúde, 17% por preocupação com animais e 3% alega preocupação com o meio ambiente.

MAS VOCÊ NÃO SENTE FALTA?

Em um país que ama churrasco, há quem o abandona mas diz sentir saudades. Para quem cortou o consumo de produtos de origem animal e diz sentir falta, 25% afirma sentir falta de carne vermelha e 21% diz sentir falta de leite de vaca. Destes, 31% afirmam comprar substitutos de derivados de leite e 30% de derivados de ovos, que podem ser bolos, maioneses e massas livres deste alimento. O número de quem sente falta ainda é maior para quem está reduzindo ou quer reduzir, visto que este grupo respondeu 35% para carne vermelha, e diferente do primeiro grupo, diz sentir falta de carne de porco (15%).

O FIM DOS ESTEREÓTIPOS

Se antigamente as pessoas que consomem produtos de origem animal tinham a ideia preconcebida de que o vegetariano só come alface e tende persuadir a todos os não praticantes a aderirem à dieta, nossa pesquisa prova que o jogo está virando. Com mais informações, atualmente os termos vegetariano ou vegano não incomodam as pessoas que consomem alimentos de origem animal, segundo 94% dos nossos entrevistados. Dos respondentes que consomem animais e que possuem uma opinião sobre veganos, 76% disseram achar essa uma atitude positiva. Em relação aos resultados da pesquisa com a amostra que consome alimentos de origem animal, 87% diz não ter motivos para reduzir o consumo destas comidas. É interessante destacar que 4% acha as alternativas vegetais muito caras quanto 3% não gosta do sabor das comidas vegetarianas/veganas e outros 3% acha muito difícil encontrar alternativas vegetais para consumir. 

Nos últimos dois anos, o mercado vegetariano e vegano cresceu em torno de 40% no Brasil, por isso, marcas e varejistas precisam entender e abraçar essa demanda crescente. Proteínas alternativas deixaram de fazer parte de um nicho muito específico para terem espaço em grandes mercados e grandes marcas, que atualmente já desenvolvem linhas de produtos focados neste negócio. No Brasil, os números não param de crescer. De acordo com pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS), a demanda por produtos vegetarianos no país é muito grande, indicando um faturamento de 55 bilhões de reais no ano de 2015 no mercado de produtos naturais. Cada vez mais, um número maior de marcas estão expandindo sua atuação para atrair este público. Mas, será que a oferta de proteínas alternativas está suprindo a atual demanda exigida para quem reduz o consumo de produtos de origem animal?  

Quer saber mais sobre o que o brasileiro está consumindo? Entre em contato com a gente agora.

 

Sobre a Snapcart

A Snapcart oferece dados e insights de consumidores offline em tempo real. Através de seu aplicativo de cashback, a Snapcart recebe milhares de cupons fiscais diariamente de consumidores de todo o Brasil, que aliado a pesquisas com os mesmos no aplicativo permite a empresa oferecer insights do varejo físico e consumidores com agilidade e granularidade.

Sobre The Good Food Institute

Também chamada de GFI, é uma organização sem fins lucrativos que promove alternativas vegetais para produtos de origem animal, como carne, laticínios e ovo. A organização foi lançada em fevereiro de 2016 com a visão de criar um fornecimento de alimentos saudável, humano e sustentável.

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